Ao longo dos anos, o
preço do algodão apresentou grandes variações, principalmente nas décadas de
50, 60 e 70, aonde o valor da tonelada de algodão teve uma das suas maiores
altas (1951). O gráfico acima apresenta ao todo oito datas, para que haja um
melhor entendimento sobre o preço do algodão em toneladas em gramas de ouro, já
que em outras datas não houve diferenças significativas de preço.
Os valores foram
arredondados para se eliminar os algarismos de menores importâncias, (nº
decimais) transformando – os em inteiros reais. O gráfico apresenta as datas de
1950, 1951, 1960, 1961, 1970, 1971, 1977 e 1979.
Em 1950 uma tonelada de
algodão representava o valor de 3970 dólares, que equivale a 86 gramas de ouro. Em 1951, a tonelada
representava 6430 dólares, valendo 140 gramas de ouro, quase dobrando em relação a
um ano atrás, e logo depois, em 1960, uma tonelada de algodão valia 1900 dólares, 41 gramas de ouro, ou
seja, logo depois do grande aumento do preço, houve uma queda brusca, chegando
a menos da metade, devido ao dinamismo do parque têxtil, a diminuição do uso e
a instabilidade do preço, que fez com que os países exportadores investissem
mais no mercado interno.
Nos ano de 1961 a 1970, o preço do
algodão teve um índice declinante, (exceto nos anos de 1967 e 1968) aonde houve
novamente uma diminuição do preço, que foram respectivamente 2200 e 1580
dólares, 48 e 34 gramas
de ouro.
A partir de 1971, o
preço da tonelada do algodão apresentou uma recuperação em relação aos anos
anteriores, devido a crise do petróleo, chegando a 2060 dólares, 45 gramas de ouro. Nos anos de 1977 e 1979 o preço da tonelada
continuou a subir, valendo respectivamente, 2510 e 2890 dólares, 55 e 63 gramas de ouro.
Concluo que o período de
1950 a
1979 para o algodão, pode ser dividido em duas etapas: a primeira, de 1950 até 1976, em que algodão
era um dos mais importantes produtos de exportações de grande parte dos países,
principalmente do Brasil, tendo preços elevados, (sem contar com as quedas de preço de 1960 e 1970)
gerando empregos e lucros. A segunda, de
1977 até 1979, aonde o algodão apresentou declives nas taxas de consumo e exportação da fibra,
sendo parcialmente substituída por outras, artificiais e de menor preço.

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